13 outubro 2011

114 Mundos

Fecho os olhos, não mais vejo
Cada rastro de amor que deixou por aqui
Apenas imagino aquele beijo
Que há dias venho esperando de ti

Querendo agora que me abraces muito
Porque tu és quem venho procurando
E agora confesso-te meu único intuito
De viver apenas de amor brincando

Venho tentando entender o real porquê
De teres, sem nenhuma intenção, levado consigo
Aquele meu coração que teu nome gravei
Sem saber nem por qual motivo

Talvez seja mais fácil que estejamos afastados
Você somente no fundo de minha mente confusa
Até porque se estivesses na rua ao lado
Coração pararia, minha fala seria muda

E outros rostos as vezes fingem ser você
Como se eu pudesse ser mais tolo que já sou
Mas quando falo podes em mim crer
Que de longe eu saberia identificar o amor

O quanto me conheces eu acho engraçado
Ninguém jamais ousou assim me capturar
Mesmo que tu não tenha tido uns planos traçados
É tarde demais para deixar de pensar

Só peço para que não tenhas medo
Pois tantos já leram estas silenciadas palavras
Fugiram antes mesmo de entenderem o segredo
E eu nem tinha dito que os amava!

Então darei algumas voltas pelos mundos
Maldita distância que me impede de entender
Que mereço o nada, porém dá-me o tudo
Cento e quatorze me separam de você

Essa coisa que já virou rotina

Eu estou me esquivando o máximo que consigo. Escapando pelas esquinas mais escuras, dando passos rápidos quando alguns postes ousam me iluminar. Nos últimos dias prefiro vir andando pelas sombras, utilizando lugares desconhecidos para evitar aquilo que já me é de natureza extremamente conhecida.
Posso lhe afirmar que estou silenciando, por mais uma vez, vários de meus sentimentos que pipocam descontrolados aqui dentro. Venho disfarçando sorriso bobos para que não notem que tudo se repete. E isso até para mim mesmo. Também estou reprimindo aquilo que já deixei me invadir tantas vezes, porém todas elas foram necessárias para que agora eu aprendesse a tomar um pouco mais de cuidado. Essa coisa que já virou rotina deveria, de fato, soar para mim como algo já desbravado, conhecido de cor. Porém é o contrário, absolutamente. A cada nova chance que custo a dar... Bem, isso aparece renovado. E eu sei explicar bem o porquê.
Acontece que venho escapando - ou, ao menos, tentando - do amor. E a cada nova possibilidade que esta coisa rotineira encontra para me preencher, eu descubro que mal a conheço. Isso porque sempre são novas pessoas que fazem questão de me fazer sentir um pouco dessa mistura que já trato como exercício de paciência.
Há muito sobre o amor que eu não sei. E agora eu não paro de pensar que estou prestes a começar uma nova jornada em busca de um pouco mais de informação sobre.

02 outubro 2011

Os amantes dançam quando sentem o amor

Toca alta a canção que me faz lembrar você. Em um silêncio contraditório por ser alto demais, mexo braços e pernas no ritmo das batidas, porém eu não atreveria a rotular minha desastrada euforia de dança. Na mente, no corpo, e quase invadindo o coração, aquele mesmo sentimento: O novo de novo volta a me atacar. O desconhecido que me atrai, me sustenta, me faz querer dar uma chance para aquilo que todos sabem que é amor. Por enquanto, porém, trata-se apenas dessas descobertas tuas que me fazem sorrir. Pequenos detalhes, estrofes sem rimas de tua vida que me fazem querer te repetir em mim como música. Exaustivamente. É tudo tão intenso e absurdamente bom. Os dias passam devagarzinho, assim como a velocidade que cresce tudo relacionado a você aqui dentro. Eu agradeço por ser deste jeito. E as noites, em especial, não foram mais as mesmas após lhe encontrar. Brinco com as estrelas enquanto a lua escuta pacientemente calada os meus segredos. Apenas ela, tão perto e tão longe, poderia dizer o quanto te quero mais perto.